Você corrige um erro ou ensina a pensar?

Atualizado: 11 de jun. de 2021


Você sabia que os erros podem ser vistos como oportunidades de aprendizado? Isso mesmo!


Durante 30 anos, atuei dentro do mundo corporativo em grandes empresas multinacionais e nacionais. Antes de construir minha jornada como Consultora Educacional.


Nesse período, liderei vários projetos e uma das premissas da gestão de projetos é o que chamamos de “lições aprendidas” que nada mais são do que as experiências que adquirimos com os erros ou desvios no decorrer do projeto.


E assim é na nossa vida e na educação dos nossos filhos. Não há necessidade de críticas e brigas, porque os erros são sinalizadores de que algo não vai bem e que podemos ajustar a rota.


É a chance que os pais têm de aproveitar os erros e se preparar novas situações, porque todos nós já erramos, quem nunca?


Um princípio básico da Disciplina Positiva é FOCAR EM SOLUÇÃO, olhando para o futuro e entendendo que os erros são oportunidades de aprendizado e que os pais são capazes de ajudar seus filhos por meio do apoio, do encorajamento e sem caça às bruxas.


Na verdade, existe uma cultura na sociedade de que o erro deve ser compensado com punição ou castigo, mas isso é uma prática que não produz bons resultados para ninguém.


Fazemos a nossa interpretação dos fatos sem, sequer, ouvir os envolvidos de uma forma onipresente.


Quer um exemplo? A típica briga entre irmãos. Os pais quase sempre falam... “Podem parar que brigar, agora! Quem começou? Aposto que foi você que bateu no seu irmão! Você não tá vendo que ele é menorzinho? Vai pro castigo no seu quarto?"... É altamente significativo promover nas crianças o senso de realização. Ou seja, a capacidade que eles possuem para encontrar suas próprias respostas aos seus erros. Quando a criança participa do processo de criação da solução do problema, ela aumenta a absorção do conhecimento e da experiência adquirida.


Crianças com pensamentos afirmativos do tipo: “Eu posso resolver os problemas”, “Meus pais me apoiam e me respeitam”, “Minhas escolhas representam o que eu acredito” se tornam mais fortes e conhecedoras das suas potencialidades.


Ah! Outra dica preciosa é não ficar falando continuamente nos ouvidos da criança, pois isso não trará resultados efetivos, porque, a partir de determinado momento, a criança não absorve mais nenhuma informação e tudo se transforma em um grande blá blá blá.


Você pode estar se perguntando sobre como resolver isso de forma positiva e não traumática? Segundo a Disciplina Positiva, a estratégia que realmente faz a diferença e traz ganhos contempla o 3 Rs e 1 U: devem ser Relacionadas, Razoáveis, Respeitosas e Úteis.


Vou explicar! Um exemplo real: dois irmãos estão brincando e um quebra o brinquedo do outro e pronto, tá feita a confusão...


As soluções deveriam ser:

Relacionadas – faz sentido quem quebrou o brinquedo ficar sem jantar? Não porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Precisa ter conexão com o erro cometido ou problema;⠀ Razoáveis – quem quebrou vai dar todos os brinquedos pro outro. Isso está relacionado? Sim, mas é razoável? Ficar sem nenhum brinquedo? Não; Respeitosas – quem quebrou apanha com o brinquedo quebrado! Tá relacionado? Sim. É razoável? Não. Isso é respeitoso? Claro que não, não tem a ver com os direitos e deveres dos envolvidos, além de violenta;⠀ Úteis – quem quebrou pede desculpas por ter quebrado o brinquedo. É relacionado? Sim. É razoável? Sim. É uma solução respeitosa? Sim. É útil? Talvez. Mas uma solução útil seria, por exemplo, tentar consertar o brinquedo, dar um outro brinquedo de quem quebrou para repor o quebrado...


Façam perguntas que busquem soluções e usem a escuta ativa, buscando a colaboração, como por exemplo: "O que podemos fazer pra que isso não aconteça de novo?", "Quais ideias vocês dão pra gente resolver isso?" ou "O que vocês acham que podemos mudar?".⠀ Focar em Soluções é encorajador e positivo. Confiem na capacidade dos seus filhos de encontrar respostas e eles se sentirão capazes, úteis e importantes.


Voltando ao contexto organizacional, funciona da mesma forma, quando você envolve a equipe na tomada de decisão, você exerce o papel de líder e não de chefe.


Crianças com pensamentos afirmativos do tipo: “Eu posso resolver os problemas”, “Meus pais me apoiam e me respeitam”, “Minhas escolhas representam o que eu acredito” se tornam mais fortes e conhecedoras das suas potencialidades.

Portanto, se você percebeu que seu filho errou, não cobre tanto. Acolha os erros e busque o diálogo em vez de piorar o cenário. Tenho certeza de que o elo entre vocês será, cada vez mais, fortalecido, assim como a conexão potencializada.


E aí, vamos aplaudir nossos erros juntos?


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo artigo!

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