Seu filho é saudável emocionalmente?


Como os pais podem promover o equilíbrio emocional de seus filhos?


Essa é uma pergunta difícil de responder, não é mesmo!? Por mais que os pais acreditem que saibam lidar com as emoções das crianças, várias dúvidas ficam pairando sobre suas cabeças.


O que fazer, como agir, o que não fazer? São muitos pontos de interrogação e o objetivo aqui não é trazer fórmulas mágicas, mas jogar luz ao tema e propor algumas reflexões.


A instabilidade emocional ou descontrole não é exclusividade das crianças. Muitos adultos se deparam com esse desafio, encontrando dificuldades em gerir suas próprias emoções.

Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo, no Brasil, 5,8% dos habitantes sofrem de depressão, sendo a maior taxa do continente latino-americano. E não para aí, o Brasil também lidera o ranking da ansiedade com 9,3% da população. Esses distúrbios englobam efeitos como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7% são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos.

O que me leva à uma conclusão: não dá para promover a saúde emocional dos filhos, se os pais não preservarem a própria saúde emocional.


Mas ao falarmos de saúde emocional das crianças, uma das melhores maneiras de promover é praticar a escuta ativa. Não basta ouvir, é preciso escutar o que os filhos estão dizendo. Quando você escuta seu filho, você aciona uma parte do cérebro que dedica atenção ao que a criança está falando. Assim, você compreende melhor a mensagem emitida. Mas cuidado, às vezes, a criança não fala por palavras, se expressa pelo choro, por gritos ou mesmo sem emitir sons. Aí, você vai me perguntar: Ué, mas como vou ouvir se ela não falar nada? Eu respondo que é possível e, muito comum, a criança se comunicar pelo silêncio. Em algumas situações, o silêncio mascara sentimentos e emoções oprimidos. Por isso, é importante observar o comportamento da criança e demonstrar interesse pelo o que ela está dizendo ou silenciando. Se você é responsável pela educação de uma criança pode ajudá-la a acolher, identificar e nomear a emoção. Assim, ficará mais fácil de lidar.


É muito importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos pequenos, porque, quando percebemos variações significativas é sinal de que algo está errado. Podem ocorrer várias mudanças, como por exemplo: alteração de humor de uma forma brusca, agressividade, retorno ao comportamento de bebê, regressão da fala. Existem chances de voltarem a fazer xixi na cama, sentirem medo exagerado, entre outros. Pesquisas demonstram que uma criança de 4 anos chega a fazer, em média, 300 perguntas por dia. Nunca parei para pensar nisso, embora sempre tenha ouvido minha filha. Aprendi isso noutro dia e fiquei de “queixo caído”, mas aí está a comprovação de que ouvir é diferente de escutar.


Qual a atuação dos pais na promoção da saúde emocional dos filhos? Existem algumas maneiras de facilitar esse processo, tendo como apoio as abordagens do coaching infantil e da disciplina positiva, que visam desenvolver habilidades e inteligência emocional nas crianças.


Mas como manter esse tão sonhado equilíbrio emocional dos filhos? Se você tem dúvidas sobre como agir, anote as estratégias a seguir:


Confiança - estabeleça o vínculo da credibilidade entre você e seu filho. Ouça o que ele tem a dizer, sem juízo de valor, para que seja criado um espaço de liberdade e confiança. Seu filho não precisa sentir medo de conversar ou contar as coisas para você. Vale mais um diálogo aberto e verdadeiro do que a busca de apoio na internet ou em outras pessoas fora de casa.


Paciência - seja paciente com o processo de aprendizagem e com os erros do seu filho. Lembre-se de que ele está em pleno desenvolvimento. É por meio do amor, carinho e paciência com a inexperiência dele que você poderá apoiá-lo em todas as situações. Seja empático e respeitoso, pois todos nós erramos, não é mesmo? Exemplo - busque ser o exemplo para seu filho. Não como modelo de perfeição, mas agindo com congruência entre o que você diz e o que você faz. Não adianta falar para ele agir de uma determinada maneira e adotar outra conduta. Esta atitude vai gerar conflito na mente dele. Embora não perceba, você é pai ou mãe líder dos seus filhos. A pessoa que eles respeitam e admiram. Gentileza - às vezes, esquecemos de ser gentis dentro da própria família, como se isso não fizesse diferença nas relações. Somos gentis no trabalho e com os amigos como nunca fomos em casa, mas agimos com os filhos com um tom de autoritarismo e poder. Portanto, seja gentil com seu filho porque, assim, ele vai crescer aprendendo que gentileza gera gentileza e não é sinal de permissividade.


Ser gentil não significa deixar a criança fazer tudo, sem estabelecer limites. Uma das premissas da Disciplina Positiva é que podemos educar com gentileza e firmeza, adotando uma abordagem carinhosa e com autoridade, ao mesmo tempo.


Tenho certeza de que, ao escutar seus filhos, você não só ampliará a relação de vocês, mas, também, respeitará a criança.


Se precisar de apoio, fale comigo, porque posso te ajudar com a abordagem da educação positiva.

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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo artigo!

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