Será que violência educa ou deseduca?

Atualizado: 22 de ago.


Nós sabemos que a violência tem crescido em níveis alarmantes, não é mesmo? A cada dia, a sociedade em geral e os grandes centros urbanos trilham um caminho que, aparentemente, parece sem volta.


Lamentavelmente, esse cenário se reflete em algumas áreas de nossas vidas: no trabalho, nos relacionamentos e até mesmo na família. Então, eu pergunto: queremos um ambiente violento dentro de nossas casas? Eu acredito que não, ninguém quer! Principalmente, em relação aos nossos filhos. Entretanto, há alguns pais que misturam o conceito de violência com autoridade.


Não é o caso de julgar e apontar o dedo para quem age com violência. Porém, na grande maioria, as pessoas acabam agindo por impulso e por reação a alguma situação que gera desconforto ou por estarem muito estressadas. Não percebem que gritar, bater ou mesmo agredir os filhos com palavras rudes não é bom caminho para educar.


Por outro lado, há, ainda, os pais que cometem a violência passiva e que se omitem, quando deveriam se fazer presentes na vida da criança. Sim. Pode não parecer, mas a omissão, também, é uma forma de violência. Quando o responsável por uma criança se cala ou se omite em relação à educação, ao cuidado, à proteção e ao atendimento das necessidades básicas de uma criança, está sim cometendo um ato de violência por se omitir, por não agir ou não fazer.


Educar, antes de tudo, é amor! É um desafio diário porque não existe fórmula mágica nem receita padrão. Cada criança é um ser individualizado e cada sistema familiar possui suas características.


Você pode criar plantas e animais, mas educar dá trabalho e exige dedicação.


Quando os pais gritam ou ameaçam seus filhos, estão apenas criando uma relação de medo e de submissão, desde as atitudes até a maneira como se comunicam com os pequenos.


Os neurocientistas e pesquisadores já confirmaram que crianças “educadas” com gritos e sob pressão crescem inseguros e com uma péssima autoestima. Tornam-se adultos com medo e despreparados, para assumir os desafios impostos pela vida. A violência cria feridas que levam anos, para cicatrizar e, muitas vezes, inúmeras sessões de terapia. O preço da violência é elevado. Sai muito caro reverter esse quadro, quando se consegue.


Mas quem foi que disse que para educar você precisa fazer a criança sofrer? Quem disse que a criança precisa se sentir mal para ser educada?


Por tudo isso, os pais precisam estar atentos sobre como gerir e controlar suas emoções, se desejarem ser respeitados e admirados por seus filhos ou apenas temidos. Vale ressaltar que não se educa com opressão e autoritarismo, mas com afeto, amorosidade e, acima de tudo, respeito.


Se você quer respeito, precisa respeitar. Não estou criticando pais ou responsáveis que agem assim, mas somente indicando que existem maneiras mais carinhosas e afetivas de educar uma criança.


Se quisermos um mundo de paz e respeito, devemos considerar, fortemente, em praticar a escuta empática dentro da nossa casa e nas relações, sejam elas quais forem. Se você deseja mudar o mundo, primeiro comece dentro de você mesmo. Depois, dentro da sua própria casa, com seus filhos e com seus pares. Em seguida, amplie para seus amigos, seu trabalho, com seus vizinhos e na sociedade. Tenho certeza de que sua qualidade de vida terá um “up grade” e vai melhorar muito!


Sempre digo que não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos agir com nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


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Sempre digo que não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Espero ter ajudado, obrigada pela leitura e até o próximo post!

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