Sabia que gritar não funciona?


Pois é... Eu sei que é difícil manter o controle e não cair na armadilha de gritar com nossos filhos. Quem nunca gritou?


Às vezes, sai sem querer mesmo e, quando nos damos conta...já gritamos. Mas eu tenho uma boa notícia para você. Dá pra gente se controlar e identificar outras formas mais saudáveis e efetivas pra se comunicar com as crianças.


Estudos afirmam que gritar com os pequenos causa inúmeros danos ao cérebro infantil, desde medo à insegurança, problemas nos relacionamentos, dificuldade em expressar opiniões e emoções, baixa autoestima... e por aí vai. Pode não parecer, mas por trás dos gritos dos pais, está uma impotência na comunicação que não ocorre de forma clara e afetiva. Pelo contrário, os pais pensam que conseguem transmitir a mensagem que desejam por meio do grito, mas, na verdade, o que acontece é o bloqueio mental das crianças e o desgaste emocional dos pais que gritam e não chegam ao resultado esperado.


Um ponto muito interessante é que, muitas vezes, os pais reproduzem o modelo educacional que receberam na infância e que foi aprendido. Dessa forma, desconhecem que existem outros caminhos para se comunicar. E pra gente romper esse ciclo, já vou dando uma super dica. O primeiro passo é você, pai ou mãe, reconhecer e desejar fazer a mudança do seu comportamento que pode ser viabilizada com a ajuda de um profissional e por meio do autoconhecimento. Como já comentei, comportamentos podem ser alterados, desde que a pessoa queira.


Algumas pessoas alimentam a crença de que o grito é sinal de poder, mas gritar não traz autoridade e nem reforça o papel e a responsabilidade dos pais como educadores. Em vez disso, acaba se refletindo em traumas e submissão dos filhos, além de gerar um ambiente intenso de conflitos, principalmente, se os pais gritam entre si. Por isso, queria provocar um reflexão em você que está me lendo: Como você se comunica com as outras pessoas Você adota o grito com seus amigos ou somente com seus filhos para demonstrar autoridade e poder?


Um estudo feito pela Universidade de Pittsburgh com 1000 famílias compostas por crianças entre 1 e 2 anos demonstra que os gritos afetam o desenvolvimento psicológico das crianças, impedindo o crescimento de adolescentes seguros e autoconfiantes e que se tornarão adultos agressivos, depressivos ou defensivos.


Já a Harvard Medical School afirma que o abuso verbal, os gritos, a humilhação ou a combinação desses três ingredientes alteram de forma definitiva a estrutura cerebral da criança e não geram conexão.


Pra te ajudar a evitar o grito, seguem quatro super dicas:


A primeira dica é manter o controle. Gritar é perder as rédeas e a capacidade de disciplinar a criança pelo exemplo. Lembra que já falei outras vezes que os pais são modelos para os filhos?


A segunda dica é evitar criar momentos estressantes. Busque tratar as questões com leveza e tranquilidade. Nem sempre é possível, eu sei, mas demonstre amorosidade, mesmo nos momentos difíceis ou quando a criança erra e adota um comportamento inadequado.


Manter a calma é a terceira dica. Pare, observe e reflita sobre a situação, antes de falar qualquer coisa ou sair gritando. Se necessário, afaste-se um pouco do “olho do furacão”, pra não entrar na sintonia do turbilhão de emoções e se perder.


Por fim, a quarta dica. Não se culpe, mas, também, não se exceda. Se gritar, não se cobre tanto, afinal, somos humanos, porém, não banalize o grito.


Está nas suas mãos mudar esse cenário e optar por encontrar a solução e a melhor forma de lidar com as emoções e com seus filhos. Pais não nascem prontos, por isso vale a pena se aprimorar. Se você parar pra pensar, nós estudamos por várias razões... Aprender um idioma, passar para a faculdade e até renovar a carteira de motorista. E eu estou aqui pra apoiar você, pai, mãe, padrinhos, padrastos, professores, avós, cuidadores no processo de educação positiva, que torne nossa vida mais leve com ganho de qualidade.


Se precisar de apoio, fale comigo, porque posso te ajudar com a abordagem da educação positiva.

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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo artigo!

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