Síndrome do pequeno poder: será que você usa com seu filho?

Atualizado: 11 de jun. de 2021


Muitos pais se mantêm presos aos antigos modelos de educação, usando frases do tipo: “aqui na minha casa quem manda sou eu” ou ainda, ”enquanto estiver sob o meu teto, terá que fazer o que eu mando”. Contudo, não percebem que esse tipo de atitude não educa. Pelo contrário, só afasta a criança. Os filhos passam a temer seus pais, em vez de respeitar. Se você usa esse discurso com seus filhos... cuidado! Você pode estar sofrendo dessa síndrome e não perceber, gerando a ilusão de que tudo está sob controle e acontecendo do jeito que você deseja.

Esse comportamento reflete o que chamamos de parentalidade autoritária, que é um estilo de educação no qual não há diálogo, que acredita na força, na violência e no grito. Nesse discurso não há o que chamamos de relação parental. Na verdade, o que acontece é a opressão e a submissão por parte dos filhos e acato às ordens dadas pelos pais.

Nesse formato, não é permitida a reflexão sobre temas ou problemas que incomodam o sistema familiar ou contrariam a vontade dos pais, faltando espaço para conversas e discussões abertas sobre assuntos ou questões dentro da família. Equivocadamente, os pais usam o “poder” de serem pais e não da autoridade que lhes compete.

Nessa linha, a criança não tem o direito de expressar suas emoções e necessidades, sendo obrigada a se calar e omitir seus sentimentos. Ao mesmo tempo, os pais atuam com uso da força verbal e com atitudes autoritárias e desrespeitosas perante a criança. Além disso, o uso da síndrome do pequeno poder gera alguns transtornos, provocando medo de se arriscar, ansiedade, insegurança e uma criança com uma inteligência emocional limitada.

Especialistas afirmam que crianças educadas no modelo autoritário se tornam adultos reprimidos, provocando disfuncionalidade nas suas relações e fragilidade aos desafios na vida, devido ao receio de se expor.

A regra de comunicação por meio do poder é a do cumprimento da ordem e do uso da barganha, como por exemplo:

  • Coma tudo agora ou não vai assistir desenho

  • Vai estudar, se não vou te colocar de castigo

  • Desligue isso agora, se não, proibirei você de jogar

Esse padrão equivocado de comportamento adotado pelos pais pode ser herdado pelas crenças e pela educação que receberam, porém é possível alterar essa forma de agir, pois não há obrigatoriedade de se manter uma atitude que não funciona. Por isso, vale uma autoavaliação para identificar se há a necessidade de algum ajuste.

Hoje em dia, com todos os canais abertos para a comunicação e o diálogo, os pais podem sim romper esse modelo e criar relações saudáveis com seus filhos, baseadas em respeito mútuo e confiança.

A relação por meio do diálogo é o melhor elo que os pais podem consolidar com seus filhos.

Eu aproveito e convido você a refletir sobre seu discurso e sobre a relação aos seus filhos. Sempre há tempo para mudar e adotar práticas mais afetivas e conscientes.


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E aí, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo post!

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