Minha filha não me escuta!


Me conta aqui um segredo, pode desabafar... Às vezes, você tem a impressão de que seu filho não escuta você? Que você fala, fala, fala e ele ou ela não está nem aí?


Pois é, meus queridos, todos nós precisamos nos comunicar e o que eu estou fazendo aqui, por meio do Blog, definitivamente, é me comunicar com vocês.


E a gente se comunica o tempo todo... Na família, na escola, no trabalho, com os amigos, nas relações afetivas. Em todos os momentos e de diversas formas: falando, escrevendo, por gestos e por expressões faciais ou corporais. E assim, também, é com as crianças, mesmo aquelas que ainda não sabem falar e se comunicam pelo choro.


Quem de vocês já falou a famosa frase “Meu filho não me escuta?”. Me incluo nessa posição. Ih… Quantas e quantas vezes, ficava pensando que a minha filha não me ouvia, ou se ouvia, não ligava pro que eu estava falando. E quantas vezes, ela nem ouvia nem escutava? Várias! Perdi as contas de quando falei com as paredes.


Por acaso, vocês já viveram essa mesma situação? Pois é, chega a uma hora que não alcançamos mais a audiência deles e perdemos a conexão. Seja porque viramos um antigo disco arranhado que repete a mesma música ou porque o nosso assunto não faz mais parte do repertório deles ou porque a criança entende a mensagem de outra forma.


Ao dizermos, por exemplo “Não coloca o dedo na tomada!”, a criança registra somente a parte “dedo na tomada”, porque crianças pequenas não entendem bem o significado da palavra “não”.


Já viram a criança responder que sim, balançando a cabeça que não? Ou ao contrário? Pois é, super normal e rimos muito com isso.


Mas se tem uma coisa que aprendi foi que nossos filhos só passam a nos ouvir, quando o que falamos faz sentido pra eles e quando começamos a ouvi-los da mesma maneira que desejamos que eles nos ouçam. A partir da escuta ativa e do entendimento da mensagem emitida por eles é que vamos escutar o que eles estão dizendo e, consequentemente, nos conectar fazendo com que eles nos escutem.


Muitas vezes, magoamos o outro sem perceber. Isso é normal e acontece, mesmo quando não queremos. Um simples comentário, mal colocado, pode atingir em cheio o ouvinte.


Eu acredito que saber se comunicar de forma respeitosa e com amorosidade ajuda a expressar nossas ideias, facilitando o diálogo e o entendimento da mensagem. E tudo isso é possível, quando você se conhece e consegue gerir suas emoções.


Sabia que quanto mais você se conhece, mais se comunica de forma eficiente? Assim, fica mais fácil transmitir o que sentimos, sendo assertivos ao enviar a mensagem, sem magoar o outro. Além disso, pra mim, qualquer assunto pode ser discutido e entendido, quando o canal de comunicação está aberto. Não há necessidade de gerar medo nas crianças de falar e expressar suas opiniões. Elas precisam se sentir à vontade e confiar nos pais.


É importante lembrar pra você, pai, mãe, avó, tio, professora ou responsável pela educação de crianças que elas estão em pleno desenvolvimento e que a construção da base das suas emoções ocorre entre os 7 a 13 anos. Portanto, nesse período, é muito importante que vocês abram um canal de diálogo com as crianças, porque, dessa forma, elas crescerão adultos emocionalmente equilibrados e preparadas para enfrentar os desafios futuros.


Por isso, ativar no nosso wi-fi e usar a escuta ativa são essenciais, pra gente se colocar no lugar dos nossos filhos e criar conexão com eles, pra que eles possam nos ouvir e escutar.


E você, já se ouviu e se escutou hoje?


Você deve estar se perguntando se precisa estudar para ser pai ou ser mãe...

Eu vou responder que pais não têm bola de cristal e não nascem prontos. Além disso, estudamos por várias razões: aprender um idioma, passar para a faculdade...


Por isso, eu acredito que é importante a gente se aprimorar e eu tô aqui pra apoiar pais, cuidadores, padrastos, padrinhos, avós, tios... no processo de educação consciente, desenvolvendo habilidades e competências, pra lidar com emoções e comportamentos, que tornem nossas relações mais leves com ganho de qualidade de vida.


Também sou mãe e vou caminhar junto com você nessa jornada!


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Sempre digo que não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada pela pausa e até o próximo post!

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