Mãe perfeita ou uma mãe real?


Você é uma mãe perfeita ou uma mãe de verdade? Que preço você paga, para atender às expectativas da família, dos filhos, do trabalho e da vida?


Ser mãe não é um conto de fadas e aquele ditado “ser mãe é padecer no paraíso” tá fora de moda há muito tempo. Ser mãe é muito mais. É se superar a cada dia e se reinventar, porque a mulher chama pra si a responsabilidade de tal forma, que esquece da pessoa mais importante! Ela mesma.


Sabemos que muitas mães são responsáveis pela educação dos filhos e, também, pelo sustento da família, com dupla ou tripla jornada, além de sofrerem com cobranças profissionais e desvantagens no mercado de trabalho. E se tem uma equação é difícil de calcular é: filhos + casa + trabalho + vida pessoal.


Tenho conversado com várias mães que mantêm a crença de que são responsáveis por tudo e vestem seus uniformes de heroínas, se esquecendo de que não são “a mulher maravilha” e que podem sim sentir insegurança e ter dúvidas. Que aliás, são muitas, porque não existe uma receita de bolo para educar.


A neurociência explica que é muito bom a gente ser multitarefa. Quando a gente consegue realizar diferentes atividades é excelente. Se você gosta de pintar, de estudar, de praticar esportes é muito bom, porque você aciona diversas áreas do seu cérebro. O problema é quando você resolve fazer tudo ao mesmo tempo. Nesse caso, você consome mais energia e gasta seu cérebro, processando o excesso de informações, simultaneamente, gerando um desgaste emocional, estresse e esgotamento.

A mesma coisa acontece com a mãe que tenta funcionar como um multiprocessador de computador. Em algum momento, ela vai travar.


Cada família tem um sistema de funcionamento diferente e cada criança é única, assim como as mães, com suas fortalezas e pontos de melhoria.


Eu sei que pode parecer difícil, mas é importante preservar o equilíbrio emocional, pra que você não caia na armadilha do "burn out" materno e nem surte. Enfrentar o desafio de educar, exige muito dessa mulher protagonista, cujo papel foi alterado no sentido literal, tendo que se virar nos 30!


Por essas e muitas outras razões, é comum vermos mães sobrecarregadas, se cobrando o lugar de mães perfeitas em vez de mães reais. Mães que superam inúmeros obstáculos e se esquecem de que são humanas e que podem errar, acertar e aprender com seus filhos. Ah, uma coisa muito importante e que não pode faltar é a rede de apoio que toda mulher e mãe precisa ter. Você não é obrigada a superar tudo sozinha.


Dentro dessa dinâmica entre ser mãe e mulher, a gente esquece de uma coisa: que antes de sermos mães, somos mulheres, por isso, reserve um tempo só para você. Um banho morno, um vinho, um livro, uma meditação ou até mesmo ficar à toa! Não fazer nada, às vezes, é bom!


No mais, confie nos seus filhos, na sua família e na sua capacidade de aprendizado. Reaja positivamente e mantenha seu equilíbrio emocional, para superar os desafios com serenidade. 


Sempre digo que não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos agir com nossos filhos. E você, qual será a sua escolha?


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Um abraço e até o próximo artigo!

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