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Falar demais e agir de menos


Será que você anda falando demais e agindo de menos com seus filhos?

Você costuma ficar repetindo discursos para seus filhos como se fosse um antigo disco arranhado, mas sem tomar decisões efetivas?

Muitas vezes, a gente se preocupa tanto em dar sermão e ficar repetindo para nossos filhos o que eles devem ou não devem fazer, como agir, como falar, como se comportar que se esquece de que agir.

Com certeza, a fala é útil, mas agir é bem mais positivo do que ficar poluindo a mente da criança com discursos repetitivos e desnecessários. A máxima que diz que o discurso convence e o exemplo arrasta é verdadeira. Mas, nós, pais esquecemos de que as crianças aprendem melhor observando. Por isso, o ideal é dar o exemplo por meio das nossas ações no dia a dia.

Uma ferramenta muito eficaz é a abordagem da comunicação não violenta que nos ensina a manter diálogos sem discursos agressivos, reduzindo os conflitos nas nossas relações em geral e, principalmente, dentro da família.

Quem nunca gritou com seus filhos? E a gente só percebe que agiu assim, depois de um tempo e, então nota que elas não estavam ouvindo nada. Que falamos com as paredes. Para piorar, algumas chegam a colocar as mãos nos ouvidos, nos desafiando, o que nos deixa, ainda mais, indignados e reagimos falando mais ainda. ⠀

Eu também já fiz isso, até aprender que não resolvia falar como um disco arranhado e que essa atitude não me conectava à minha filha, porque estava me tornando chata, repetitiva e cansativa. Claro que isso me deixava estressada e quanto mais eu ficava irritada, mais falava e aumentava a temperatura do meu discurso, o que me desconectava com ela. Foi, então, que percebi a necessidade de mudar o discurso e alterar a abordagem. E, assim, aprendi que usar a empatia é uma ótima estratégia.

Usar frases empáticas que demonstrem nossa percepção sem julgamento, como por exemplo:⠀ ⠀

  • “Filha, eu vi que sua toalha molhada ficou em cima da cama. Será que não vai molhar o colchão? Depois, você vai se deitar na cama úmida.”

  • “Ih, já chegou a hora do jantar, mas a mesa está ocupada com seus materiais. Você poderia me ajudar retirando?”

Com este tipo de frase, a gente alerta nossos filhos sobre a situação e expressa o que deseja que seja feito, envolvendo a criança sobre a percepção do que necessita ser alterado e na tomada de decisão de forma colaborativa. É bem importante que a criança atenda e mude o comportamento com a visão de colaboração e não, somente, com uma atitude de obediência a uma ordem dada pelos pais.

Já falei em outros artigos que uma ferramenta excelente é criar regras e combinados em parceria com a criança, mas não vale impor as condições. O ideal é permitir que a criança opine e faça sugestões, porque isso trará senso de pertencimento, importância e colaboração para ela.

Não esquecer de prestar atenção ao tom de voz usado, para não parecer ameaça ou ironia e evitar repetecos com as reclamações.

Gostou? Essas são algumas das ferramentas da Disciplina Positiva que podem te ajudar a praticar uma educação respeitosa e firme.


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Sempre digo que não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual será a sua escolha?


Espero que tenha gostado! Um abraço e até o próximo.


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