Crenças: como não deixar que elas cresçam?

Atualizado: 11 de jun. de 2021


Quantas vezes você já se pegou propagando crenças limitantes para seu filho?


Muitos pais me relatam que as frases saem no automático e, quando percebem, já falaram o que não era adequado e, uma vez dito, não dá para voltar atrás. Claro que, se isso acontece esporadicamente, não é tão grave assim, mas o problema é quando viram expressões repetidas no repertório da fala dos pais.


A construção das crenças se faz durante a vida do indivíduo, mas é verdade, que muitas delas se solidificam ainda na infância. É durante o processo de aprendizado da criança que as crenças vão tomando força e montando o quebra-cabeças da nossa mente. Ou seja, o conjunto daquilo que acreditamos.


As crenças podem ser tanto positivas quanto negativas. Quando você acredita que pode ser ouvido, respeitado, com poder de escolhas e liberdade de ação, você se torna uma pessoa melhor e realizada e isso é uma crença saudável.

As crenças podem também ser fortalecedoras. Isso é, aquelas que impulsionam a criança para agir de forma positiva e melhoram a sua autoestima.


Mas existem as crenças limitantes ou negativas que levam a uma construção de pensamento frágil e pouco criativo.


Uma criança cujos pais reforçam negativamente suas crenças tende a se tornar um adulto com dificuldades no desempenho de suas atividades no trabalho, problemas de relacionamento afetivo e, até, nas amizades.


É comum observar alguns pais ou cuidadores, fazendo afirmações do tipo - “criança não tem querer”, o que configura a não observação dos desejos e gostos da criança e faz com que ela perca a sua voz ativa e não emita sua opinião. Uma opção de crença fortalecedora seria “deixe ela escolher o que ela deseja comer”, por exemplo.


Outra frase repetida é “para de chorar, não há motivos”, cuja mensagem enviada para a criança é que não é permitido chorar ou expressar emoções e sentimentos. Já uma crença positiva seria “posso saber por que você está chorando? Ou ainda, “pode chorar, se estiver triste” o que mostra o interesse pela causa do choro e respeito pela emoção sentida pela criança.


Infelizmente, ouvimos expressões tal qual “só aprende apanhando”, o que configura um discurso de violência e agressividade contra a criança. Essa atitude representa uma forma de educação autoritária que poderia ser substituída, como por exemplo “não faz mal errar, vamos aprender pra não errar de novo” que transmite acolhimento à criança e não gera medo.


Na verdade, dentro de um conceito de educação responsável e consciente, são necessárias a revisão das crenças limitantes e a substituição por crenças fortalecedoras que tornem seus filhos mais preparados emocionalmente.


Alterar o discurso para um diálogo positivo trará ganhos não só para a criança, mas para toda a família. É possível mudar esse tipo de atitude, e, para isso, basta você dar uma olhadinha nas suas próprias crenças e avaliar se elas merecem ajustes.


Um caminho rápido e eficaz para os pais é o autoconhecimento que permite revisitar suas crenças e tomar uma decisão de mudança. O fato de termos sido criados com base em um conjunto de crenças não significa de tenhamos que perpetuá-las com nossos filhos.

As escolhas podem ser feitas e novos caminhos percorridos com o objetivo de encontrar um meio termo que atenda a todos com respeito e empatia.


Cultivar crenças fortalecedoras em seus filhos vai gerar frutos e flores na fase adulta.

Como tem sido o seu plantio?


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E aí, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo post!

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