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Competências socioemocionais na infância

Atualizado: 11 de jun. de 2021


Olá pais! Hoje, vamos falar sobre as competências socioemocionais das crianças. Como os pais podem apoiar seus filhos no desenvolvimento dessas competências e potencializar o equilíbrio emocional dos pequenos?


Antes porém, vamos à definição básica de competências socioemocionais: ”São capacidades individuais que se manifestam nos modos de pensar, sentir e nos comportamentos ou atitudes para se relacionar consigo mesmo e com os outros, estabelecer objetivos, tomar decisões e enfrentar situações adversas ou novas." Ou seja, é a nossa capacidade e habilidade de pensar, sentir e agir na vida, perante situações e nas nossas relações particulares ou em sociedade. O mundo vem passando por grandes transformações, é verdade! Tais mudanças têm sido tão relevantes que, trazendo um olhar educacional, de acordo com Ministério da Educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) passou a exigir que as escolas apliquem a educação socioemocional aos alunos, no que se refere ao processo de entendimento e manejo das emoções, com empatia e pela tomada de decisão responsável. Porém, para que isso ocorra e a criança tenha domínio sobre suas emoções, é fundamental a promoção da educação socioemocional nas mais diferentes situações, dentro e fora da escola. E o primeiro local é em casa, com a ajuda dos pais e responsáveis.


Mas como vocês, pai e mãe podem apoiar seus filhos a percorrer esse caminho? Por meio do desenvolvimento das cinco principais competências apresentadas a seguir:

Autoconsciência – refere-se ao conhecimento de cada pessoa, no caso da criança, bem como de suas forças e limitações, que variam de acordo com o perfil individual e faixa etária, mas sempre mantendo uma atitude otimista e voltada para o crescimento;

Autogestão - é o gerenciamento eficiente do estresse, ao controle de impulsos e à definição de metas. Mais uma vez, o apoio dos pais na identificação, nomeação e acolhimento das emoções dos pequenos;

Consciência social – ligada à convivência social, ao exercício da empatia, do colocar-se “no lugar dos outros”, respeitando a diversidade na sociedade. Também pode ser ampliada ao consumo consciente e à solidariedade;

Habilidades de relacionamento – corresponde à forma de lidar com os outros, de ouvir, falar clara e objetivamente, cooperar com os demais, resistir à pressão social inadequada (ao bullying, por exemplo), solucionar conflitos de modo construtivo e respeitoso, bem como auxiliar o outro quando for o caso;

Tomada de decisão responsável – competência ligada às escolhas pessoais e interações sociais de acordo com as normas, os cuidados com a segurança e os padrões éticos da sociedade. Entender que suas ações possuem causas e consequências e que podem impactar na vida dos outros.

Ao longo da história da educação, nossas emoções foram abordadas de diferentes perspectivas: da neuropsicologia, da biologia, dos padrões das espécies, da psicopedagogia, da cultura etc. Mas, de uma forma geral, falar das emoções acabou se transformando em significado de fragilidade. Demonstrar o que sente ou verbalizar passou a ser um indicador de que a pessoa é fraca.


Felizmente, essa visão míope está sendo corrigida e falar sobre emoções vem se tornando uma pauta comum nas nossas vidas. Por isso, é importante desenvolver tais competências em nossas crianças, com a certeza de que a mudança alcançada não apenas auxiliará no desempenho acadêmico e cognitivo, mas, também, promoverá um clima mais respeitoso e empático com impactos em na vida dos nossos filhos em família, na escola e na sociedade.


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E aí, qual a sua escolha?


Obrigada pela leitura. Um abraço e até o próximo post!

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