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Como lidar com a agressividade infantil?


Sabemos que a habilidade de se comunicar é de extrema importância pra nossas relações, seja na família, no trabalho, com nossos amigos, nos relacionamentos afetivos... Em todas as áreas da nossa vida e por que não seria com nossos filhos? Mas o que muitos pais não percebem é que a comunicação é um dos pilares para a construção do comportamento e do desenvolvimento infantil.


Ao longo do tempo, a criança vai observando a linguagem por meio da qual ela é tratada e educada e converte esse modelo de comunicação na forma de se expressar e, consequentemente, e se relacionar. Quer ver? Vou dar um exemplo:


Quando um bebê chora, ele está tentando “dizer” que algo o incomoda ou que alguma necessidade não está sendo atendida. Seja dor, fome ou sono... E o choro é a linguagem que o bebê usa porque ele ainda não falar.


Acontece, que alguns pais deixam o bebê chorar porque não interpretam o choro como um pedido. Chegam a dizer que o bebê e manhoso. Porém, o que os pais não sabem é que, quando deixam o bebê chorar, acreditando que tal atitude é educativa, na verdade, estão fazendo o bebê desistir. Infelizmente, a criança para de chorar não porque aprendeu a lição, mas porque se cansou e parou de insistir, por meio do choro, naquela necessidade que não foi atendida.


Os pais adotam essa atitude, porque existe uma percepção equivocada de que estão educando. Mas, não atender às necessidades básicas de uma criança representa uma das primeiras características da negligência parental, que, por si só, já é um ato de violência emocional e gera agressividade.


Uma outra forma de espelhar a agressividade é quando os pais usam o grito para se comunicar com os filhos. Já viram aquela cena de uma mãe aos berros: “Para com essa gritaria agora!” ou então... “se não calar a boca, vou te botar de castigo!”. Gente, fica muito difícil pra criança entender se é pra gritar ou calar a boca... perceberam?


Eu tenho um outro artigo aqui no Blog que falo sobre os tipos de perfil dos pais. Vale a pena ler!

A neurociência explica que crianças educadas com gritos e palavras negativas correm o risco de se tornarem agressivas, inseguras e medrosas como resposta ao modelo educacional recebido e, também, como defesa. É isso mesmo! Lembram daquele ditado ‘a melhor defesa é o ataque”? A criança agride como forma de se defender porque foi assim que ela aprendeu a se relacionar e não desenvolveu a habilidade de expressar suas emoções e se comunicar de forma afetiva e respeitosa. Além disso, minha gente, essa quebra de comunicação gera distanciamento em relação aos pais, aos demais membros da família, aos irmãos... e se amplia pra escola, dificultando a socialização.


Já comentei que a criança é uma esponja e, durante o processo de desenvolvimento, ela absorve a linguagem usada pelos pais que são seus modelos. Se não há interlocução ou se os pais não interagem com os filhos com amorosidade, geram o isolamento e a falta de conexão. Se os pais se comunicam gritando ou falando excessivamente, teremos crianças irritadiças e difíceis de lidar. Por esses motivos, é preciso encontrar o meio termo. Mas como os pais podem agir para reduzir a agressividade dos seus filhos?


De acordo com a Teoria Cognitivo Comportamental, o cérebro de uma pessoa só estará totalmente desenvolvido por volta dos 21 a 24 anos. Portanto gente, a criança pode crescer, se tornar um adolescente e iniciar a fase adulta, construindo tanto linguagem quanto comportamento agressivos e esse cenário interfere na maneira como a criança vai conviver com seus amigos, e, futuramente, no trabalho e nas suas relações afetivas.


O psicólogo americano, Marshall Rosenberg, desenvolveu o método comunicativo chamado Comunicação Não Violenta e ele afirma que a maneira como os pais dialogam com os filhos tem um reflexo direto na formação infantil. A Comunicação Não Violenta permite expressar o que você está sentindo e qual a sua necessidade de forma respeitosa, sem gerar agressividade e manipulação.


Os pais, como adultos na relação, têm condições de alterar a sintonia do seu discurso, afetando a forma de se comunicar com os filhos. Portanto meus queridos, ao perceberem a agressividade nos seus filhos, reflitam sobre o processo de comunicação entre vocês.


Qual a mensagem que vocês querem passar? De que forma? Fiquem atentos, porque damos o que recebemos e assim será com seus filhos. A não ser que passem por um processo terapêutico e de autodesenvolvimento, o ajuste da rota pode ter um custo emocional elevado para as crianças.


Fique ligado, porque toda semana, eu volto com novidades sobre educação positiva.


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada pela pausa e até o próximo post!

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