Como ajudar seu filho a ser resiliente?

Atualizado: 11 de jun. de 2021


Mas o que é essa tal de resiliência?


A definição de resiliência no dicionário é a capacidade que temos de nos adaptar às situações adversas na vida e transformá-las em oportunidades de aprendizado e crescimento.


É sermos adaptáveis

aos padrões de comportamento e crenças limitantes que nos levam à frustração e à vitimização.


É a habilidade de ser flexível e aderente às mudanças e às novidades que chegam na nossa vida, seja pessoal ou profissional.


Muitos adultos se deparam com desafios na tentativa de serem resilientes ou ao desenvolver tal habilidade ou competência, porque, na grande maioria, a aceitação do novo ou do diferente gera desconforto.


Mas uma estratégia que pode facilitar ou potencializar a prática da resiliência é começar a entender como funciona e aprender a aplicar já na infância.


Claro que a criança não tem essa habilidade desenvolvida, porém os pais ou cuidadores podem ajudá-la na compreensão e absorção dos conceitos que levam à resiliência.

Mas como os pais podem atuar nesse processo? Apresento quatro atitudes que promovem esse entendimento: A primeira é aproveitar o erro - use o método de lições aprendidas. Segundo a Disciplina Positiva, os erros são momentos ricos e oportunidades da criança aprender e encontrar novas soluções para seus problemas ou comportamentos. Evite tratar o erro com um tom negativo e que provoque vergonha.


Gerar confiança é a segunda atitude - ajude a criança a se lembrar de momentos difíceis, durante os quais ela foi bem sucedida e conseguiu se superar. Isso gera a auto confiança! A terceira é estreitar relações - incentive vínculos desde a infância. Manter fortes amizades ajuda a criança a se sentir apoiada por seus amigos da mesma faixa etária e exercitar a aceitação da diversidade, ampliando a socialização. O isolamento gera angústia e engessa a criança, tornando-a egóica.


A última atitude é criar projetos e metas - é altamente positivo que a criança tenha metas e projetos a alcançar. Uma viagem, por exemplo, pode ser uma meta ou sonho a ser realizado. Ou então, a ideia de comprar um brinquedo ou uma roupa nova com suas próprias economias gera comprometimento e autodisciplina na criança. Dessa forma, ela enfrentará as adversidades com foco e vai encarar os desafios com mais naturalidade.

Essas são algumas sugestões que vocês podem adotar para potencializar o desenvolvimento da resiliência nos seus filhos.


Mas atenção a um ponto importante: não deixem de valorizar e fazer reforço positivo, quando a criança se comportar de maneira adequada ou realizar uma tarefa corretamente, pois isso significa que ela está se empenhando e sendo resiliente. O reconhecimento é valioso para alimentar a autoestima da criança. Não é elogiar por atitudes banais, mas quando algum comportamento for relevante. O objetivo é incentivar e não super valorizar, alimentando a vaidade da criança.


Quanto mais resiliência, mais leve a vida se tornará e mais felizes seus filhos serão.


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Não escolhemos a forma como fomos educados, mas podemos decidir como vamos educar nossos filhos. E você, qual a sua escolha?


Obrigada, um abraço e até o próximo artigo!

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